segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A.R.T.E.

"...o tempo e som são os grandes deuses incombatíveis. Só por serem abstratos, já se dizem e se provam. Chegam até nós e nos modificam como bem entendem...doces, escorregadios, excitantes; de todos os modos. Mostram e escondem tesouros. Provocam e acalmam. Escaravelhos dourados, provocando poentes, nascentes, conforme as necessidades".
Maria Bethânia


Para o dicionário Aurélio:

"ar.te

Substantivo feminino. 1.Capacidade humana de criação e sua utilização com vistas a certo resultado, obtido por diferentes meios: arte da caça; arte de dominar o fogo; arte de compor poemas, etc.2.V. artes plásticas.3.Os preceitos necessários à execução de qualquer arte.4.Habilidade; engenho.5.Ofício (em especial, nas artes manuais).6.Maneira, modo.7.Bras. V. travessura.Artes gráficas. 1.Conjunto de técnicas e atividades relacionadas à impressão de livros, revistas e jornais.2.Atividades técnico-artísticas voltadas para a produção de gravuras, cartazes, capas de livro, etc.Artes plásticas. Artes que se manifestam por meio de elementos visuais e táteis, tais como o desenho, a pintura, a escultura, etc.; belas-artes, arte."

Para mim, ARTE é o dom de tocar a alma, o coração. É a sublimação; presença de Deus, a certeza de Suas intenções em tocar ao coração e levar paz ao corpo, a mente e ao espírito. O artista é o instrumento. Amo as artes em todas as suas vertentes. A arte da amizade, a arte de interpretar, cantar, pintar, conquistar e esculpir. A arte de agradar, arte de levar paz. Tenho alguns ídolos em cada vertente, os artistas que possuem o dom da compreensão para mim: os mais formidáveis!
Estou há uma semana "convivendo" com Bethânia e sua arte de interpretar. Que cia incrível a dela, tão gostoso vê-la e revê-la. Totalmente compreensível seu título de DIVA.

Minha paz de espírito, a minha sublimação e o meu auto-controle estão sendo as minhas maiores e mais importantes conquistas; o meu tesouro maior que me acompanhará onde eu for. Ingratidão não faz parte de minha construção, nem considero tê-la e por isso mesmo, serei ETERNAMENTE grata àqueles que em algum momento de suas vidas moveram um músculo por mim, em minha defesa, para o meu bem; ainda que hoje venham movendo o corpo inteiro contradizendo o tudo de antes. Ainda assim: MUITO OBRIGADA!

A arte de viver bem, a mais difícil, a arte que mais exige talento, porém, adaptável e desenvolvível por todos nós.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

AOS MEUS INIMIGOS, COM AMOR.

Outro dia recebi um pedido, no mínimo, inusitado. Disseram-me: "Crika, você escreve tão bem e fala tanto de amigos... você poderia escrever um texto seu sobre inimigos" Já imaginou?
Eu fiquei surpresa com este pedido, porém, um tanto reflexiva. E há alguns dias tenho tentado organizar as ideias em formas utilizáveis e cabíveis num texto, mas sobretudo, compreensíveis a mim mesma. Como eu posso falar de inimigos? O que é um inimigo? Quem são nossos inimigos? Como os "adquirimos"? Por que os "conquistamos"? Alguém tem alguma ideia para estas respostas?
Acredito que não há uma única resposta para cada uma das indagações já feitas. Os meu maiores inimigos são os números: da balança, da conta bancária, dos juros, dos Km's, do manequim...
Acredito que a aquisição de um inimigo as vezes é legal; digo legal pelo fato de que alguns deles são adquiridos porque a pessoa na verdade gostaria de ser a gente, então não deixa de ser uma forma de admiração. A criatura queria ter nossas características e por não tê-las nos rejeita e por isso também procura nos atrapalhar, ofuscar, prejudicar. E assim o inimigo se faz digno de compaixão, piedade mesmo. Coitado(a)!
Quando você adquirir um inimigo exercite suas atitudes de amor, pois um ser que é capaz de mover um músculo, de concentrar esforços e gastar seu tempo com o intuito de prejudicar alguém assina sua confissão de incompetência, de mediocridade e de vazio. E alguém que promove a dor de alguém por inveja e/ou incapacidade já não se prejudicou o suficiente? Já não se castigou?
Eu desejo vida longa aos meus inimigos, longa o suficiente para que a vida lhes ensinem e eles aprendam, torço que haja tempo para que eles mudem, cresçam, evoluam e se tornem dignos de serem classificados de seres humanos de verdade.
E um aviso aos meus inimigos: EU ADOOOORO SER EU!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

"Hei Dor!?! Eu não te escuto mais!!!'

Estava eu conjecturando aqui com os os meus botões...
Sinceramente? Gente é um bicho engraçado, ou melhor, gente é um bicho muito difícil. não?
Chora porque tá triste, chora de saudade, chora de alegria e por conquista. Rir quando não pode, rir para esconder tristeza, rir de nervoso e rir para incomodar os outros. Aaaaah eu adoro rir. E, quem me conhece sabe que as minhas risadas são sempre sonoras... bem sonoras!
Tenho o riso fácil, gosto de gargalhar porque tenho uma fantástica sensação de bem estar a cada espaço na respiração e a cada contração dos meus músculos abdominais quando rio. Sem medo, vergonha ou preocupação com os mais recalcados, rio de boca bem aberta e ainda -só de mal! hihihi- inclino a cabeça pra trás, assim mesmo, como se estivesse zombando da dor.
E zombo mesmo! Mentalmente, ainda coloco uma mão na barriga e com a outra aponto o dedo na cara da dor: hahahahaha Bem feito dona dor! hahahahaha A sra. nem me abala mais! hahahaha
Rir é tão importante quanto chorar e vice-versa. Porém, nada nem ninguém pode ter o controle disso. No decorrer da construção de nossa história, por descuido, ingenuidade ou irresponsabilidade colocamos o "controle-remoto" de nossos sentimentos e emoções nas mãos de terceiros. Maior burrice!
Eu já fiz isso e acredito que você também já fez. Há momentos que até vale a pena, porém, na maior parte das vezes, o machucado é maior que as cócegas.
Continuo tentando ser uma pessoa melhor a cada dia e isso implica em dizer que eu fui obrigada inicialmente a confiscar o "controle-remoto" das minhas emoções. Agora ele é só meu. MEU! Entendeu?
Não vou escondê-lo em cima do guarda-roupa para que ninguém alcance, nem dentro de um cofre com chave de segredo... eu não! Eu vou é deixá-lo sempre à mão- à minha mão!- e ainda, de vez em quando balança-lo com cara de deboche olhando no olho e disparando assim:
- Olha o que eu tenho aqui e não te do-ou!
E vou rir, gargalhar bem muito para que não reste dúvida que a minha felicidade só depende exclusivamente de mim.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

São tantas emoções...

As vezes eu fico assim, acho que isso já aconteceu com você também. A cabeça a mil, louca para falar de uma série de coisas, ideias, textos, dicas... mais usando na tela em branco, tudo isso se encabula, foge e você fica assim, sem saber como explicar com cara de tola.
Tem uma série de coisas para colocar aqui, mas, como as minhas palavras são seres animados, opinioso e com vontade própria, vou esperar o tempo e a vontade delas.
Até mais.
Beijos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Amigos (as).

Como você conhece ou reconhece um amigo? Quem é o amigo? Quando, em que momento se percebe que nos tornamos amigos?
São perguntas até simples, mas com respostas não tão simples assim. Eu, particularmente, não me recordo exatamente o nascimento das minhas maiores e mais lindas amizades. É quase como num passe de mágica... de repente: tchanram!
Me recordo agora de um livro que ganhei de minha Mãe aos sete anos intitulado: "Longe é um lugar que não existe" de Richard Bach. Tanto a dedicatória, quanto o livro falam sobre amizade.
A dedicatória de minha Mãe falava algo assim: "Amigo é alguém que gosta de você. (...) se um cachorro abana o rabo com força toda vez que lhe vê, é porque ele gosta de você (...) se uma pessoa na rua, sem lhe conhecer oferece um sorriso, é um amigo que lhe reconheceu (...) até o vento pode ser ser amigo! quando lhe dá um empurrãozinho quando você caminha, faz as folhas dançarem um lindo balé para você e a noite canta doces canções enquanto você dorme".
E minha Mãe tem razão, corroboro com ela. Amigo é assexuado, não tem cor, raça, idade, formação ou classe social. Amigo é amigo e pronto!
Lembro que a história do livro contava a viagem de uma gaivota para encontrar uma amiga - a pequena Rae- em virtude de seu aniversário. Lembro de alguns trechos do livro tem um que dizia: “Mais um ano longe de ser criança? Isso não me parece ser a mesma coisa que crescer”, diz o Gavião e um outro "“Podem os quilômetros separar-nos realmente dos amigos? Se você quer estar com alguém a quem ama, já não está lá?"
A vida tem me ensinado a reconhecer os AMIGOS, aqueles de verdade mesmo. Acredito na minha evolução enquanto ser humano ser uma constante, passo a passo, dias mais rápidos, dias beeem mais lentos, mas, uma evolução. Devemos amar e respeitar todo aquele que concentra(ou) esforços a nosso favor. Uma palavra verbalizada com o silêncio, com um gesto, bronca ou um conselho...
O que importa é que você foi ouvido, que você motivou alguma reação positiva. O importante é ter amigos, seja quem ele for.